25 de abr de 2012

Vídeo de Estreia do Projeto Território do Brincar



É motivo de comemoração a estréia deste projeto sensível de brincadeiras que os queridos amigos Renata Meirelles e David Reeks inauguram, fruto de sonhos compartilhados de mergulhar na essência humana!




Que sejam bem acompanhados por toda imaginação infantil neste percurso de 2 anos de trajetória por este Brasil a fora com o projeto Território do Brincar!

23 de abr de 2012

Terça Lúdica música em movimento


Para quem não conseguiu participar no ano passado da Terça Lúdica Música em Movimento, com Estêvão Marques, ou para quem já participou e quer conhecer novas brincadeiras deste grande inventor de instrumentos e música, seja bem-vindo(a)!


Como sempre Estêvão anda viajando e trazendo na bagagem muita dança e música nova!

Conheça um pouco de seu trabalho nos sites:

http://www.estevaomarques.com/

http://www.grupotriii.com/

Espero vocês ás 19:00 horas no Espaço Enthusiasmo Cultural, R. Cícero de Alencar, 69 Butantã

Adriana Klisys

www.caleido.com.br
55 11 3726 8592
55 11 9659 6382

21 de abr de 2012

Tabuleiro Múndi



Neste ano iremos iniciar uma série de oficinas de jogos do mundo. A cada encontro partilhamos regras, história e soluções para a confecção de diferentes jogos.

Parte desta viagem, que começa em abril e vai até o fim do ano, está no livro Quer Jogar? Edições SESC SP.



Espero vocês na inauguração desta proposta em São Paulo.

Dia 30 de abril, às 19:00 hs
R. Cícero de Alencar, 69 - Butantã
Inscrições pelo site http://www.caleido.com.br/

14 de abr de 2012

Águas de Março Les Eaux de Mars


http://www.youtube.com/watch?v=Z0dSo8eW7TU

Fiquei tocada pela forma como Stacey Kent interpreta a música Águas de Março no filme de Nelson Pereira dos Santos: A música segundo Tom Jobim. Sempre achei esta uma das músicas mais brincalhonas da língua portuguesa.

No clássico diálogo musical de Tom Jobim & Elis Regina cresci com a promessa de vida no coração.

Tão lindo ver no sensível documentário a universalidade da brincadeira musical que chega aos nossos ouvidos como a intensidade da cor da mais rara flor vermelha.

Gostei de saber que a cantora que me chamou atenção está estudando o idioma português pois como conta, se referindo ao mestre Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim "sem estas palavras, sem estas letras minha vida seria muito menos rica" . Sem cores e sem o tom certo o mundo não existe.

Águas de Março
Tom Jobim


É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumueira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
Pau, pedra, fim, caminho
Resto, toco, pouco, sozinho
Caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

Les Eaux de Mars
Stacey Kent


Un pas, une pierre, un chemin qui chemine
Un reste de racine, c'est un peu solitaire
C'est un éclat de verre, c'est la vie, le soleil
C'est la mort, le sommeil, c'est un piège entrouvert
Un arbre millénaire, un nœud dans le bois
C'est un chien qui aboie, c'est un oiseau dans l'air
C'est un tronc qui pourrit, c'est la neige qui fond
Le mystère profond, la promesse de vie

C'est le souffle du vent au sommet des collines
C'est une vieille ruine, le vide, le néant
C'est la pie qui jacasse, c'est l'averse qui verse
Des torrents d'allégresse, ce sont les eaux de Mars
C'est le pied qui avance à pas sûr, à pas lent
C'est la main qui se tend, c'est la pierre qu'on lance
C'est un trou dans la terre, un chemin qui chemine
Un reste de racine, c'est un peu solitaire
C'est un oiseau dans l'air, un oiseau qui se pose
Le jardin qu'on arrose, une source d'eau claire
Une écharde, un clou, c'est la fièvre qui monte
C'est un compte à bon compte, c'est un peu rien du tout
Un poisson, un geste, c'est comme du vif argent
C'est tout ce qu'on attend, c'est tout ce qui nous reste
C'est du bois, c'est un jour le bout du quai
Un alcool trafiqué, le chemin le plus court
C'est le cri d'un hibou, un corps ensommeillé
La voiture rouillée, c'est la boue, c'est la boue
Un pas, un pont, un crapaud qui croasse
C'est un chaland qui passe, c'est un bel horizon
C'est la saison des pluies, c'est la fonte des glaces
Ce sont les eaux de Mars, la promesse de vie
Une pierre, un bâton, c'est Joseph et c'est Jacques
Un serpent qui attaque, une entaille au talon
Un pas, une pierre, un chemin qui chemine
Un reste de racine, c'est un peu solitaire
C'est l'hiver qui s'efface, la fin d'une saison
C'est la neige qui fond, ce sont les eaux de Mars
La promesse de vie, le mystère profond
Ce sont les eaux de Mars dans ton cœur tout au fond
Un pas, une pierre, un chemin qui chemine
Un reste de racine, c'est un peu solitaire
C'est l'hiver qui s'efface, la fin d'une saison
C'est la neige qui fond, ce sont les eaux de Mars
La promesse de vie, le mystère profond
Ce sont les eaux de Mars dans ton cœur tout au fond

11 de abr de 2012

Dança materna


Recebi hoje a notícia emocionada de uma amiga que está prestes a tornar-se mãe de Rafaela, uma menina de 14 meses! Incrível esta gestação simbólica amorosa da mãe que está iluminada com o frescor da filhota por chegar em sua vida!

Para ela e para outras mães deixo a dica desta brincadeira dançante de encontro mãe-bebê que conheci recentemente no Espaço Bebê da Hebraica. Trata-se da dança materna proposta pela bailarina, coreógrafa, geógrafa e professora de dança Tatiana Tardioli, para mães e bebês de colo e engatinhantes.

A idéia da dança nasce do encontro com a menina Nina, sua primeira filha e continua agora com a sua nova gestação e a de tantas mães de corpo e alma.

http://www.dancamaterna.blogspot.com.br

10 de abr de 2012

Seiscentos e sessenta e seis - Mário Quintana

A vida é uns deveres que trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas: há tempo...
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, passaram 60 anos!
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem “um dia”, uma outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguia sempre em frente... E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...