23 de fev. de 2012

Convite Terça Lúdica de Besteirologia


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2012, ano do dragão - representante máximo do mundo imaginário - é terreno fértil para as brincadeiras serem levadas a sério. Por isso iniciamos as Terças Lúdicas com Wellington Nogueira e a equipe de palhaços dos Doutores da Alegria*, especialistas em Tratados de Besteirologia, afinal como dizem os mestres do riso: Bobagem pouca é desgraça!

Quem tem riso preso, riso frouxo ou riso solto, venha brincar nesta Terça Lúdica de Besteirologia!

Dia 20 de março, `as 19:00 hs
R. Cícero de Alencar, 69 - Butantã
Inscrições pelo site www.caleido.com.br

abraços,

Adriana Klisys


*Com um elenco de cerca de 45 palhaços profissionais que atuam em hospitais públicos
de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Belo Horizonte, os Doutores da Alegria são
reconhecidos em todo o país por seu profissionalismo e atuação inovadora. A
organização recebeu o Prêmio Criança 1997 da Fundação Abrinq pelos Direitos da
Criança, foi incluída três vezes na lista das 100 melhores práticas globais da divisão
Habitat da Organização das Nações Unidas e recebeu também o Prêmio Cultura e Saúde,
concedido em junho de 2009 pelo Programa Cultura Viva, iniciativa conjunta dos
Ministérios da Cultura e Saúde. ( www.doutoresdaalegria.org.br)

22 de fev. de 2012

Imagens do brincar - Carlos Dala Stella


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Tem muito trabalho do Carlos que entraria nesta coleção de imagens do brincar que comecei a fazer, inclusive todos os desenhos feitos por ele no livro Quer Jogar? Edições SESC SP, mas tem uma imagem sua que escolho por ter uma história sensível e de desejo por trás dela. Trata-se da tela "La Donna con il figliolo in cuore" (Acrílica sobre tela - 110 x 74 cm)

Ele retrata nela o desejo tão intenso de uma mulher ter o filho que antes mesmo de engravidar já é mãe sem ter a criança materializada. Seu figliolo já existe em sonho-desejo, pensamento, imaginação e sensibilidade a flor da pele de gestos de carinho.

E o curioso é que a temática da tela "A dona com o filho no coração" foi inspirada numa amiga do artista que tinha um forte desejo de ser mãe e não conseguia engravidar apesar de tantos tratamentos. E Carlos lia nas entrelinhas: "ela já é mãe, só falta o filho!" Passa então a pintar a mãe com o filho. Terminada a tela recebe a notícia que sua amiga está grávida do filho que ele já enxergava nos ares!

Na tela, o rosto solar iluminado da mãe em potencial, que traz no lugar do cordão umbilical, um cordão com lastro no coração vislumbra o filho brincando com ela em sonho. Na vida real também é assim, os sonhos de verdade se materializam e ganham contornos próprios. Rompem a casca do desejo e participam de nosso tempo.

Imagens do Brincar - Paul Klee

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Em 2012 inauguro no blog a postagem de uma série de imagens do brincar . E não se trata só de imagens de brincadeiras infantis, mas de artistas de imaginário sensível que sabem brincar com lápis, pincel, câmera, tesoura, argila ou qualquer outro material pretexto para boas viagens.

Inicio com um desenho de 1940 (wilder Knaben Spiele) do livro de Paul Klee: Ein kind träumt sich - Tilman Osterwold - Hatje.

Ganhei o livro na loteria: o consegui ao preço simbólico de R$2,00 num sebo alemão Descobri nele a generosidade da Arte em me tornar leitora em qualquer idioma.


O livro todo é recheado de desenhos oníricos que lembram traços infantis, matizados pela experiência de anos de intimidade com os materiais expressivos somado à sensibilidade estética e poética para com o mundo.


Pelo título Ein kind träumt sich, logo identifiquei a palavra criança em alemão,mas não tinha idéia do restante de seu significado. A tradução do título me foi dada pela atendente que sabia um pouco de alemão e arriscou a seguinte interpretação: "Uma criança se sonha". Que surpresa boa saber que o que tinha lido como sonho nas imagens também estava presente no título!

Fiquei com esta primeira tradução em mente desfrutando dos sentidos ocultos nela! Sonhar-se, viver a imaginação à solta, empinar pensamentos, saltar o imaginário, gerar brincadeiras... Que essência bonita da vida!

9 de jan. de 2012

Jornal Estadinho


Só para compartilhar... Este ano vou escrever uma vez por mês dicas de jogos e seu histórico no Estadinho

6 de jan. de 2012

Balanço n´alma


Sinto falta de balanços para adultos pelas praças e parques, brinquedos de brisa no rosto, frio na barriga, prazer para o corpo ao gerir o próprio movimento. Falo desse objeto concreto, brinquedo predileto de minha infância, mas também de modo simbólico. Gostaria de compartilhar mais com o universo adulto uma forma lúdica de vida, menos sisuda, mais solta e regida pelo desejo que põe em movimento. E ver mais balanços n´alma da gente crescida.

As manifestações artísticas e culturais sensíveis, a meu ver, são balanços n´alma. O mundo está repleto delas, nem sempre valorizadas.

Recordo-me agora do marabaixo, uma dança tradicional do Amapá, preservada entre os quilombolas de Curiaú, que herdaram de seus antepassados africanos a dança-forma de resistência ao cativeiro. Os passos precisavam ser curtos e arrastados, uma vez que os pés estavam acorrentados. Ao som dos tambores, a dança é preservada até hoje, em conjunto com outras mais soltas, e nos mostram o empenho desses antepassados para encontrar formas de embalar o corpo, mesmo presos a pesados ferros que precisavam mover. Admirada ao presenciar uma dança com tamanha força de expressão, pensei naquele instante que só podia ser possível inventar uma coreografia daquelas em uma situação desfavorável, pois há um lado lúdico da humanidade que nunca se deixa escravizar.

Vivenciar uma forma lúdica de vida é vislumbrar outras realidades, transportar-se para outras esferas, com uma força de vontade tal que transforma os sentidos do mundo, quebra as correntes.

Um correspondente ao marabaixo que rompe amarras e nos eleva a outro patamar é a música. Sinto isso quando ouço “Variações Goldberg”, de J. S. Bach, ou os presentes para a alma de nosso mestre Antônio Carlos Jobim.

A música é balanço suave ou agitado, conforme a ocasião. A melodia e a harmonia se transformam em balanços debaixo de árvores frondosas. O impulso nos eleva aos ares, por um instante, para depois nos devolver à terra. O azul do céu e o marrom-avermelhado do chão batido se intercalam.

(trecho do livro Quer Jogar? Texto: Adriana Klisys; Desenho: Carlos Dala Stella - Edições SESC SP

27 de nov. de 2011

2a Expo Ateliê Dala Stella


Nesta 2ª exposição de ateliê, Carlos Dala Stella abre as portas de seu estúdio para mostrar o trabalho que realizou no último ano, como a série completa de telas e desenhos sobre o tema dos gatos à janela, com flores, painéis de cimento e vidro e especialmente o conjunto de pequenas esculturas monumentais em que trabalha atualmente, em madeira, bambu e papel arroz. Também estarão expostos alguns cadernos de ateliê, com desenhos, recortes, esboços e poemas; além de fotos da série sombras.


Se você é curioso e gosta de arte, venha para a vernissage

www.dalastella.blogspot.com